
Ancestralidade na Pele, com Djerá Poty, Lukinhas Kuaray, William Poty e Rete
About the event
As inscrições serão realizadas de 26 de setembro a 24 de outubro, conforme a data de realização, ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro). Nos dias de realização das atividades, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer. Programação e inscrições: 03/10/2026: Djerá Poty (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Pyau). Clique AQUI para se inscrever. 10/10/2026: Lukinhas Kuaray (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Itakupe). Clique AQUI para se inscrever. 17/10/2026: William Poty (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Pyau). Clique AQUI para se inscrever. 24/10/2026: Rete (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Yvy Porã). Clique AQUI para se inscrever. Durante anos, os estúdios convencionais e o mercado da estética sustentaram a mentira de que a pele preta e melaninada seria “difícil” de tatuar. Paralelamente, a indústria comercial reduziu os saberes originários a meros adornos comerciais, ignorando o significado vivo do grafismo indígena. Afinal, quem determinou que a arte corporal precisa seguir normas eurocêntricas para ter valor, técnica e beleza? O ciclo Ancestralidade na Pele chega ao Museu das Culturas Indígenas (MCI) para desmantelar esses estigmas e resgatar a marcação no corpo como ato de autoafirmação, pertencimento e linguagem ritual. Realizada pelo Coletivo Salve Kebrada (que celebrou 10 anos de corre cultural nas periferias e no território do Jaraguá), cada atividade junta roda de conversa e demonstração. A proposta confronta os mitos sobre a tatuagem em pele preta, provando que a melanina não impede o uso de cores ou detalhes, enquanto detalha a escolha de pigmentos e os cuidados com a saúde da pele. Trata, também, do limite ético entre o respeito e a apropriação, discutindo a responsabilidade de transformar pinturas temporárias em marcas permanentes na pele sem violar significados sagrados. De um lado, o domínio de técnicas, escolha adequada de pigmentos e cuidados específicos com a saúde da pele antes e depois do procedimento; do outro, códigos geométricos vivos que expressam histórias e elementos da natureza. Se você entende o próprio corpo como território de história e quer aprender sobre a técnica, a ética e a força do grafismo originário na pele, este espaço é seu. Sobre o Coletivo Salve Kebrada Nascido entre os morros do Jaraguá e a periferia da Zona Noroeste de São Paulo, atua desde 2015 no resgate da memória e das lutas que moldam o território. Por meio do audiovisual, da escuta e do registro comunitário, o grupo transforma o cotidiano da periferia (os mutirões, a várzea, a solidariedade e a convivência na laje) em linguagem de resistência e afirmação cultural. Integrado a uma rede viva de coletivos do território Noroeste, o Salve Kebrada fortalece identidades e promove ações sociais e culturais diretas para quem habita a quebrada. Em um momento de celebração de sua trajetória e redefinição de seus passos, o grupo amplia sua presença como ponte entre favelas, escolas, times de futebol de várzea e tekoas indígenas, fincando o pé na história cultural de São Paulo e garantindo que o protagonismo periférico ocupe o centro das atenções. Data: 03, 10, 17 e 24/10/2026, sábados Local: Museu das Culturas Indígenas Horário: das 14h30 às 16h Entrada: gratuita, mediante inscrição Classificação: Livre Informações: (11) 3873-1541 Observações: 30 (trinta) vagas por data; as inscrições serão realizadas de 26 de setembro a 24 de outubro, conforme a data de realização, ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro); ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso; apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis; caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para…